A previsão de um El Niño muito forte entre o fim deste ano e o início de 2027 acende o alerta no agronegócio brasileiro. Segundo a NOAA, agência climática dos Estados Unidos, há 63% de chance do fenômeno atingir forte intensidade durante um período decisivo para a implantação da próxima safra.
Impactos na produção
A preocupação se estende além do campo, pois qualquer impacto na produção de milho e soja pode elevar o custo da ração, principal item de produção na avicultura e suinocultura.
- O fenômeno pode ser tão intenso quanto os registrados em 1982, 1997 e 2015.
- Historicamente, o El Niño provoca redução das chuvas no Norte e Nordeste, enquanto o Sul registra precipitações acima da média.
- No Centro-Oeste e Sudeste, o risco está associado ao calor excessivo e aos chamados veranicos.
Expectativas e riscos
Os primeiros reflexos do fenômeno podem aparecer durante o plantio da safra 2026/27. Especialistas alertam que a situação climática pode impactar a produtividade e a qualidade dos grãos, elevando os custos para as cadeias de proteína animal.
- Alterações climáticas podem favorecer o desenvolvimento de fungos e a presença de micotoxinas nos grãos.
- Essas substâncias comprometem a qualidade das matérias-primas utilizadas na fabricação de rações.
- Os produtores devem monitorar de perto a evolução do clima para antecipar estratégias e reduzir impactos.
Recomendações para o setor
Embora ainda seja cedo para estimar perdas, o mercado já acompanha os possíveis reflexos sobre a oferta de grãos. A recomendação é de acompanhamento constante das condições climáticas nas regiões produtoras.
- Produtores e agroindústrias devem estar atentos às mudanças climáticas.
- Estratégias de proteção em bolsa podem ser adotadas para mitigar riscos.
- Atrasar o plantio pode ser uma alternativa para garantir melhor produtividade.