Um relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) aponta que o calor extremo no Brasil está causando impactos severos no agronegócio. Entre 2023 e 2024, as altas temperaturas provocaram uma queda de quase 10% na produção de soja, resultando em perdas de milhões de toneladas. Além disso, a pecuária também foi fortemente afetada, com o aumento do estresse hídrico em animais e redução da produtividade.
Impactos na produção agrícola
- Queda de quase 10% na produção de soja.
- Perdas significativas em milhões de toneladas.
- Temperaturas acima de 30ºC afetam a produtividade agrícola.
Desafios para a pecuária
- Estresse hídrico em animais devido ao calor.
- Redução na fertilidade e produção de biomassa animal.
- Temperaturas acima de 26 a 28ºC impactam o consumo alimentar.
Necessidade de adaptação
O representante da FAO no Brasil, Jorge Mesa, destaca que a agricultura brasileira não pode mais depender apenas do clima. É necessário investir em tecnologia, manejo adequado e políticas públicas para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. O relatório sugere que os agricultores adotem práticas como sombreamento, irrigação localizada e melhoramento genético para aumentar a resiliência das culturas.
Consequências para o trabalho rural
A pesquisa também projeta que até 250 dias por ano podem ser considerados quentes demais para o trabalho rural, o que levanta preocupações sobre a segurança dos trabalhadores. Medidas como reorganização da jornada agrícola e uso de vestimentas apropriadas são recomendadas para mitigar os efeitos do calor extremo.