Em Nova Mutum, no médio norte de Mato Grosso, a chuva fora de época tem se tornado um desafio significativo para os produtores de milho da segunda safra. Com lavouras encharcadas, os agricultores estão acelerando o trabalho para minimizar as perdas causadas pelo excesso de umidade e evitar que o atraso na colheita agrave os problemas de armazenagem.
Impacto das chuvas na colheita
A chuva fora de época alterou drasticamente o ritmo da colheita na região. Dos 5.090 hectares cultivados com milho, quase metade já está pronta, mas a umidade excessiva impede o avanço das máquinas. A cada dia de espera, cresce a preocupação com a qualidade dos grãos que permanecem no campo.
Desafios logísticos e armazenamento
A lentidão na colheita também gera dificuldades logísticas, como a falta de espaço para armazenar a produção. Enquanto parte do milho ainda aguarda no campo, outra já ocupa o pátio da fazenda. Os produtores estão realizando uma verdadeira força-tarefa para abrir espaço nos armazéns e garantir a continuidade da operação.
- Chuvas expressivas de até 90 mm foram registradas nos últimos dias.
- Alguns produtores estão armazenando milho diretamente em Silo Bolsa devido à falta de espaço.
- O custo do cavaco aumentou em 40% devido à alta demanda.
Preocupações com a qualidade do grão
Os produtores estão preocupados com a resistência das variedades de milho às chuvas e ventos fortes. Relatos indicam que algumas áreas podem ter perdido entre 20% a 70% da produção devido a danos causados por tempestades. A colheita do milho da segunda safra em Mato Grosso já alcançou 32,4% da área cultivada, um ritmo 5,42 pontos percentuais superior ao registrado no mesmo período da safra passada.