Santa Catarina, referência nacional na produção de aves e suínos, enfrenta um desafio significativo para sustentar o crescimento do setor: a escassez de milho. O estado consome anualmente 8,5 milhões de toneladas do grão, mas produz apenas 2 milhões, resultando em um déficit de 6 milhões de toneladas que precisa ser suprido por importações de outras regiões e países vizinhos.
Desafios da produção de milho
Para atender à demanda, Santa Catarina depende principalmente de milho proveniente do Mato Grosso do Sul e do Paraná, que juntos podem fornecer quase 5 milhões de toneladas. No entanto, essa importação acarreta custos logísticos elevados, estimados em mais de R$ 1 bilhão por ano, impactando a rentabilidade dos produtores locais.
Impacto do etanol de milho
Outro fator que agrava a situação é o avanço do etanol de milho no Brasil, que aumenta a competição pelo grão. A previsão é que, até 2028, o consumo de milho para etanol chegue a 48 milhões de toneladas, o que representa um desafio adicional para a cadeia de proteína animal.
Iniciativas e tecnologia no campo
Os produtores catarinenses estão investindo em tecnologia e práticas agrícolas, como plantio direto e rotação de culturas, para aumentar a produtividade. O município de Guatambu se destaca com uma média de 12.000 kg por hectare na safra 2025/2026. Apesar dos altos custos e riscos climáticos, alguns agricultores estão ampliando suas áreas plantadas.
- Marcos Anrosso, produtor, destina metade de sua área para silagem.
- O governo estadual implementa programas como Terra Boa para apoiar os agricultores.
- O projeto Sementes de Milho visa aumentar a produtividade e reduzir custos.
Mesmo diante dos desafios, os produtores acreditam na viabilidade da cultura do milho e buscam formas de otimizar suas operações para garantir a rentabilidade e a segurança alimentar no estado.