Na região do Araguaia, leste de Mato Grosso, a cadeia produtiva do pequi está se expandindo em escala industrial, transformando o extrativismo do fruto símbolo do cerrado em etanol. Este projeto não apenas gera renda, mas também fortalece a agricultura familiar local.
Iniciativa de agroindustrialização
O projeto de agroindustrialização do pequi conta com investimentos diretos dos governos da Alemanha e do Reino Unido. Alessandra Carla da Silva, coordenadora do Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Serrado (SEDAC), destaca a importância dessa iniciativa para a economia local.
Processamento e potencial de produção
A nova indústria tem como meta processar 10.000 toneladas de frutos de pequi, com parte destinada à produção de etanol. Atualmente, o projeto já processa biomassa e óleos, mas aguarda recursos para a etapa de extração do etanol de segunda geração.
Impacto nas comunidades locais
O SEDAC, com mais de 25 anos de experiência em conservação e manejo sustentável, garante que a extração dos frutos seja realizada de forma a preservar a floresta e proteger o cerrado. A coleta do pequi envolve mais de 1.000 famílias na região, promovendo a segurança alimentar e nutricional.
Protagonismo feminino e sustentabilidade
O projeto também destaca o protagonismo feminino, com muitas mulheres liderando as atividades de manejo sustentável. Além do etanol, os produtos derivados do pequi atraem o interesse de grandes marcas de cosméticos em busca de descarbonizar suas cadeias produtivas.
Perspectivas futuras
Com a tecnologia validada e o mercado contratado, espera-se que o projeto se torne um hub de bioeconomia sustentável, não apenas no Brasil, mas também internacionalmente, contribuindo para a geração de renda e a conservação da biodiversidade.