Os Estados Unidos registraram o menor rebanho bovino em mais de 70 anos, o que representa uma oportunidade histórica para o Brasil, líder mundial na exportação de carne bovina. Especialistas alertam, no entanto, que para aproveitar essa janela, o país precisa avançar em produtividade, sanidade e infraestrutura.
Contexto do rebanho bovino nos EUA
Secas prolongadas, aumento dos custos de produção e a competição com culturas agrícolas contribuíram para a redução da oferta de animais nos Estados Unidos. A demanda mundial por proteína bovina cresce, e o Brasil se destaca como o principal candidato para ocupar esse espaço.
Desafios e oportunidades para o Brasil
O Brasil possui uma janela de 3 a 5 anos para capturar não apenas volume, mas também estabelecer relacionamentos comerciais duradouros. O estoque de gado nos EUA caiu continuamente, com a previsão de recuperação apenas a partir de 2027.
Genética e produtividade na pecuária brasileira
- A fazenda Bartira, em Piracicaba, utiliza cruzamento industrial para aumentar o desempenho dos animais.
- O Nelore apresenta vantagens competitivas, como termorregulação eficiente e resistência a parasitas.
- A genética brasileira evoluiu, permitindo a produção rápida e de qualidade necessária para atender ao mercado.
Logística e infraestrutura
O Brasil ainda enfrenta desafios em logística e adequação de tributos. Em 2024, o país registrava mais de 238 milhões de cabeças de gado, o que equivale a cerca de um bovino para cada habitante, em contraste com os EUA, que têm quatro habitantes para cada bovino.
Todos os players do negócio estão de olho no Brasil, que se mostra capaz de atender à crescente demanda por carne bovina no mercado global.