A Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) divulgou um estudo que aponta uma queda de 30% no repasse de crédito aos produtores rurais no novo Plano Safra 2026/27. O cenário é marcado por juros elevados, restrição fiscal e aumento da inadimplência, o que gera preocupação entre os agricultores quanto à sua capacidade de investimento na próxima safra.
Desafios no acesso ao crédito
Nos últimos três anos, apesar de anúncios recordes de volumes de crédito rural, a execução efetiva desses recursos não ocorreu. Especialistas destacam que:
- O aumento nos volumes anunciados foi de mais de 24% nas últimas safras.
- A execução do crédito na ponta para os produtores caiu mais de 30% em investimentos e custeios.
- Os custos de produção aumentaram, enquanto as margens de lucro dos produtores estão cada vez mais apertadas.
Expectativas para o novo Plano Safra
A expectativa é que o novo Plano Safra ofereça condições mais favoráveis para a contratação de crédito. No entanto, apenas a redução das taxas de juros não é suficiente. Os especialistas sugerem que:
- É necessário rever os limites de crédito disponíveis.
- Ampliar o crédito subsidiado depende das contas públicas e do orçamento federal.
- O governo enfrenta desafios fiscais que limitam o gasto público, afetando o financiamento agrícola.
Importância da gestão de riscos
Os especialistas ressaltam que o debate sobre o Plano Safra deve ir além do volume de recursos e das taxas de juros. É fundamental considerar:
- A transição da política agrícola para incluir a gestão de riscos.
- A necessidade de garantir maior segurança para os produtores, que enfrentam incertezas climáticas e de mercado.
- A importância do agricultor como ativo essencial para a produção alimentar no Brasil e no mundo.