A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou preocupações em relação ao novo Plano Safra, que prevê um total de 525 bilhões de reais em recursos, com um acréscimo de 9 bilhões em relação ao ciclo anterior. O deputado federal Arnaldo Jardim, vice-presidente da FPA, destacou que os juros elevados e a composição dos números podem gerar distorções na real disponibilidade de recursos para os produtores.
Preocupações com a composição do Plano Safra
Jardim apontou que a somatória de novas linhas de crédito, que incluem recursos de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CPRs), pode dar uma imagem distorcida do que realmente será disponibilizado. Ele ressaltou que a diminuição dos recursos destinados ao custeio e o aumento para investimento, que passou de 101 bilhões para 140 bilhões, se deve a linhas com juros livres, diferentes da característica tradicional do Plano Safra.
Impacto dos juros elevados
- As taxas de juros continuam extremamente elevadas, dificultando a remuneração adequada das atividades agrícolas.
- As linhas de crédito anunciadas apresentam juros que, na prática, são muito superiores aos divulgados.
- A diminuição das taxas de juros não é suficiente para garantir a tranquilidade dos agricultores em relação à sua remuneração.
Questões adicionais a serem enfrentadas
Além das preocupações com os juros, Jardim destacou dois pontos críticos:
- A situação dos produtores endividados, que mesmo com capacidade de pagamento, estão no limite.
- A ausência de referências a seguros, com níveis de cobertura muito baixos, o que aumenta os riscos para os agricultores.
Próximos passos da FPA
A FPA planeja atuar em três frentes:
- Buscar soluções para a questão do endividamento, com um projeto já aprovado no Senado aguardando votação na Câmara.
- Promover a votação de um seguro agrícola já aprovado na Câmara, visando aumentar a cobertura.
- Acompanhar a implementação do Plano Safra, garantindo que os recursos cheguem efetivamente aos produtores.