O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou que a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina passará de 30% para 32% a partir da próxima quarta-feira. A medida, no entanto, ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que se reunirá no dia 24 de junho.
Expectativas e reações
A recente decisão levantou questionamentos entre motoristas e especialistas sobre os possíveis impactos nos preços dos combustíveis. Alckmin afirmou que a medida tem potencial para:
- Reduzir o preço da gasolina ao consumidor;
- Aumentar a participação dos biocombustíveis na matriz energética;
- Diminuir a necessidade de importação de gasolina.
Entretanto, motoristas expressaram ceticismo quanto a benefícios diretos, apontando que a gasolina em Brasília já ultrapassa R$ 6 por litro e que a mudança pode não refletir em redução de preços nas bombas.
Impactos no setor
O setor de etanol se mostrou otimista com a mudança, destacando que a elevação da mistura representa um avanço na política de incentivo aos combustíveis renováveis. A expectativa é que a nova medida elimine a necessidade de importação de cerca de 500 milhões de litros de gasolina por mês, contribuindo para a autossuficiência do Brasil no abastecimento.
Próximos passos
A próxima reunião do CNPE será crucial para a confirmação da nova porcentagem de mistura. Se aprovada, esta será a segunda elevação consecutiva do percentual obrigatório, que em junho de 2025 passou de 27% para 30%. A medida faz parte da política de incentivo aos combustíveis renováveis, prevista na lei do combustível do futuro.