O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizou uma nova apreensão de gado na região da Terra do Meio, em São Félix do Xingu, no Pará, gerando tensão entre os produtores locais. A operação ocorreu na madrugada de domingo, quando agentes do ICMBio retiraram gado da propriedade do produtor Pedro Ferreira Lima, conhecido como Pedro Coco.
Ação do ICMBio
O ICMBio justificou a operação afirmando que ela respeita os processos de regularização fundiária em andamento e garante aos envolvidos o direito ao contraditório e à ampla defesa. Entretanto, a situação gerou descontentamento entre os produtores, que alegam que a apreensão é injusta.
Posição dos produtores
Vinícius Borba, representante legal de Pedro Coco, destacou que a situação é complexa e envolve questões jurídicas que vão além da simples apreensão de gado. Ele afirmou que:
- Pedro Coco é um pequeno produtor rural que estava na área desde 2005.
- A Estação Ecológica da Terra do Meio sobrepôs sua propriedade, mas ele ainda tem direitos a indenização e realocação.
- O ICMBio abriu um processo administrativo em 2019 para apurar esses direitos, mas a situação não foi resolvida.
Desdobramentos da apreensão
Na madrugada da operação, três carretas de gado foram levadas, e a localização atual do gado apreendido ainda é desconhecida. A apreensão gerou revolta entre a população local, que se mobilizou em apoio ao produtor. A situação se agrava com a informação de que o ICMBio retornará à fazenda para realizar novas apreensões.
Os produtores esperam que a justiça reconheça as ilegalidades da ação e que a verdade dos fatos prevaleça, permitindo que Pedro Coco, de 68 anos, recupere seu gado e possa viver com dignidade.