O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, criticou o Plano Safra 2026/27, destacando a redução nos recursos destinados ao custeio e os juros elevados como principais desafios para o setor agropecuário brasileiro.
Redução nos recursos de custeio
Lupion apontou uma diminuição significativa nos recursos para custeio e comercialização, que caiu de R$ 414 bilhões para R$ 384 bilhões, representando uma redução de 7,2%. Essa modalidade é crucial para garantir o plantio e a compra de insumos, essenciais para a manutenção da atividade produtiva.
Aumento nos investimentos
Embora os investimentos tenham aumentado 38%, passando de R$ 101 bilhões para R$ 140 bilhões, Lupion criticou a inclusão de R$ 8 bilhões de fundos que não fazem parte do escopo tradicional do crédito rural, o que não resolve os problemas enfrentados pelos produtores.
Impactos negativos em programas de apoio
- O programa Modern Frota sofreu uma redução de 54%, dificultando a renovação de equipamentos.
- O programa de construção de armazéns, considerado um gargalo para a agropecuária, teve uma redução de 28% nos recursos.
- Os recursos equalizados caíram 14,7%, passando de R$ 113 bilhões para R$ 97 bilhões.
- O seguro rural alcançou o menor valor em 10 anos, com cobertura para apenas 2,69 milhões de hectares.
Divisão no setor agropecuário
Lupion também expressou preocupação com a divisão promovida pelo governo entre a agricultura familiar e a agropecuária em geral, ressaltando que todos os produtores, independentemente do tamanho, enfrentam os mesmos desafios de endividamento e burocracia para acesso ao crédito.
O presidente da FPA finalizou sua crítica afirmando que o governo tem tratado o setor agropecuário com desprezo, o que gera estranheza e preocupação entre os produtores.