Após o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, surgiram promessas de que a China se comprometeria a comprar grandes volumes de soja norte-americana. No entanto, a análise do comentarista Miguel Daúdo aponta incoerências nessa narrativa, uma vez que a queda nos preços da soja na bolsa de Chicago contradiz a expectativa de aumento na demanda.
Expectativas de mercado
Segundo Daúdo, se a demanda realmente estivesse aumentando, os preços deveriam ter disparado, mas o que se observou foi uma queda acentuada. Ele questiona se a China realmente confiaria nos Estados Unidos para garantir sua segurança alimentar, considerando que o Brasil é um parceiro mais confiável nesse aspecto.
Impactos da super safra brasileira
Além disso, o comentarista destaca que o anúncio da CONAB sobre uma super safra de soja no Brasil também contribuiu para a queda dos preços. A expectativa de que a China compraria mais soja do Brasil não se concretizou, com apenas 6 milhões de toneladas adquiridas.
Desafios para a carne bovina
A situação se repete no setor de carne bovina, onde a habilitação de frigoríficos americanos para exportar para a China não trouxe grandes reflexos no mercado. A diminuição do rebanho nos Estados Unidos, a mais significativa em 70 anos, limita a capacidade de atender à demanda chinesa, o que pode prejudicar o Brasil.
Conclusão
O encontro entre Trump e Xi Jinping, embora diplomático, não trouxe mudanças significativas nas relações comerciais entre os países. A confiança mútua que existia anteriormente foi abalada, e o mercado permanece cético em relação às promessas feitas.