A suinocultura no Brasil tem se consolidado como uma atividade agropecuária estratégica, apresentando avanços significativos em tecnologia e manejo. No último ano, 27% da produção de carne suína foi destinada ao mercado externo, enquanto 73% atenderam o mercado interno, conforme relatório da BPA.
Avanços na produção
O Brasil tem investido na tecnificação da suinocultura, com foco em:
- Genética
- Manejo
- Nutrição
- Sanidade
- Sustentabilidade
Esses fatores têm impulsionado a eficiência e a competitividade do setor. A repórter Elisa Marichesque visitou uma granja em São João do Oeste, Santa Catarina, o maior estado produtor de suínos do Brasil, para entender a estrutura moderna de produção.
Estrutura da granja
A granja visitada possui quatro pavilhões e 1.765 matrizes, que produzem cerca de 4.200 leitões por mês. A gestão é realizada por Márcia, que destaca a automatização e climatização do local, priorizando o bem-estar animal.
Os animais são mantidos em pisos de ferro galvanizado, facilitando a limpeza e o controle sanitário. Os leitões são desmamados aos 28 dias e enviados para outras granjas para completar o ciclo produtivo.
Sustentabilidade em foco
A granja utiliza água da chuva, armazenando até 5 milhões de litros em uma cisterna, que é tratada antes de ser utilizada. Essa prática reflete o compromisso com a sustentabilidade, um dos pilares para a conquista de mercados externos.
Nos primeiros meses de 2023, foram exportadas mais de 206.000 toneladas de carne suína, com a China como principal destino. A sustentabilidade é vista como um tripé que envolve nutrição, genética e responsabilidade social, fundamentais para o futuro da suinocultura no Brasil.