Os conflitos bélicos e geopolíticos têm gerado um aumento significativo no preço do óleo de soja no mercado internacional, que já acumula uma alta de 11% em 2026. Essa valorização é impulsionada pela demanda crescente por energia e pela escassez de oferta, refletindo as tensões entre países como Rússia, Ucrânia, Irã, Estados Unidos e Israel.
Impacto dos conflitos no mercado de soja
A guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, e as recentes tensões no Oriente Médio têm se tornado variáveis decisivas que influenciam as cotações dos produtos agrícolas. O especialista Giovani Ferreira, direto de Curitiba, destaca que a geopolítica está cada vez mais presente nas flutuações do mercado.
Dados sobre exportação e preços
- Até a primeira semana de junho de 2026, o Brasil embarcou 62 milhões de toneladas de soja grão, gerando uma receita cambial de quase 26 bilhões de dólares.
- O preço médio do dólar por tonelada de soja exportada ficou em 410 dólares, com uma variação de apenas 2% em relação ao ano anterior.
- O farelo de soja teve um incremento maior, com 11 milhões de toneladas exportadas e uma receita de 4 bilhões de dólares, resultando em um preço médio de 360 dólares por tonelada, 7% acima da média do ano passado.
- O óleo de soja, que é utilizado como bioenergia e combustível, teve um aumento significativo, com quase 1 milhão de toneladas exportadas e uma receita de 1,1 bilhão de dólares, resultando em um preço médio de 1.170 dólares por tonelada, um crescimento de 11% em relação ao ano anterior.
Desafios para os produtores
Apesar do aumento nos preços, a questão que persiste é se esses ganhos chegarão aos produtores. Com o dólar em alta e os custos de produção aumentando, muitos agricultores enfrentam dificuldades financeiras. A expectativa é que a rentabilidade melhore, mas a realidade do mercado ainda gera incertezas.