ABPA prevê demanda por milho 1 mi de t menor com desaceleração na produção de carnes

Associação Brasileira de Proteína Animal detectou diminuição no ritmo das cadeias de aves e suínos por falta do cereal

Fonte: Roberta Silveira/Canal Rural

A demanda por milho em 2016 deve diminuir em mais de 1 milhão de toneladas após a desaceleração da produção de carne de frango e de carne suína, previu nesta terça-feira, dia 20, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em nota, a entidade disse que a desaceleração foi detectada com base em acompanhamento realizado junto às agroindústrias do setor e se deve à pressão que o abastecimento restrito de milho exerceu sobre as duas cadeias produtivas, a partir do início do segundo semestre. 

A estimativa da ABPA é de que sejam produzidas em 2016 13 milhões de toneladas de carne de frango, 4% menos que as 13,5 milhões de toneladas previstas no início deste ano, e 3,64 milhões de toneladas de carne suína, abaixo das 3,76 milhões projetadas em janeiro. “Esta perspectiva parte das estratégias adotadas por diversas empresas para diminuir o ritmo da produção – como a suspensão de turnos de trabalho, encerramento de atividades de plantas e outras decisões no âmbito produtivo”, diz.

O presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra, afirma que o cenário para o abastecimento de milho melhorou com a oferta do Paraguai e da Argentina, mas enfatiza ser “indispensável” que seja viabilizada a importação de milho dos Estados Unidos para o Brasil. “Com isto, a escassez que enfrentamos no primeiro semestre não deverá se repetir”, afirma o presidente da ABPA. 

Na nota ele destaca também a desaceleração da produção de carne de frango nos Estados Unidos e na China. “Este cenário aponta para uma oferta internacional de milho menos pressionada, o que deve equilibrar os custos de produção para uma situação de melhor competitividade. Ao mesmo tempo, os indicadores da China acenam para a intensificação das importações deste mercado de carne de aves e de suínos, o que já é notório em nossa pauta exportadora.”