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RETROSPECTIVA 2017 / PERSPECTIVA 2018

Suínos: custo da produção caiu em 2017 e animou produtores

O cenário foi positivo após a crise do milho em 2016. Para o próximo ano, no entanto, o setor projeta novo aumento no custo

Apesar da incerteza econômica proporcionada pelo ano de 2017, os suinocultores não viveram a mesma apreensão que no ano passado em relação à disponibilidade de milho no país. No Sul, houve oferta e ajudou a baixar o custo da produção, o que acabou gerando um ano positivo para o setor.

De acordo com o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), Valdecir Folador, esse foi o fator que marcou o ano para os suinocultores. “É um fator que representa até 70% do conteúdo das rações dos animais e a oferta garantida ao ano todo proporcionou, junto com os preços dos suínos, uma margem para o produtor se capitalizar novamente”, disse.

Em santa catarina, maior produtor do país, o custo ficou em torno de R$3,40 por animal. e, mesmo assim, o lucro do suinocultor ficou apertado. Já no Rio Grande do Sul, outro grande estador produtor, o criador independente recebeu R$ 3,80 e o integrado, R$ 3,10, além da bonificação.

“Essa margem de lucro não é boa pelo que tivemos de prejuízo nos últimos anos, principalmente em 2016. Esse ano nós vínhamos numa boa melhora e acreditávamos em um ano mais promissor, mas teve o problema da carne fraca em março e o preço caiu muito”, lamentou o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Losivânio De Lorenzi.

(Vídeo de Março de 2017)

Apesar das dificuldades da Operação Carne Fraca, tem produtor apontando outros motivos para os preços não avançarem em 2017. “Já é hábito do brasileiro não consumir muita carne de porco como os europeus, por exemplo. Nós teríamos que incentivar o consumo para aumentar o preço”, disse o criador de suínos Mário Fries.

(Vídeo publicado em agosto de 2017)

Perspectiva para 2018

O ano foi bom na questão do abastecimento, mas o alerta do setor produtivo para 2018 já está ligado. Mesmo que com estoques satisfatórios por casa da atual safra, há risco de novamente se pagar caro pelo grão. “O desafio vai ser um pouco no custo de produção, nós temos uma tendência de preços maiores de milho em função de uma área menor plantada no Rio Grande do Sul, a primeira safra do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná também ela vai ser um pouco menor. Então vem mais ligado essa questão do custo de produção”, disse Folador.

De acordo com o produtor independente Ilânio Johner, a dica é fazer, mais uma vez, um bom estoque. “Esse milho, nós compramos na faixa de R$ 26 a saca, o que é altamente positivo”, disse.

Já a Associação Brasileira de Proteína Animal  (ABPA) está otimista quanto à oferta de milho, mas sab que o valor do grão deve tornar o custo um pouco mais alto no ano que vem. “Nós sabemos que os preços serão um pouquinho mais elevados do que foram em 2017, mas mantém o equilíbrio da cadeia.Nós queremos, por exemplo que o Rio Grande do Sul, cada vez mais plante milho. Nós temos uma indústria forte de avicultura e suinocultura e mereceria ter programas específicos para aumentar a produção de milho local”, falou Ricardo Santin, vice-presidente e diretor de mercados da ABPA.

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Fonte: Somar Meteorologia