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PRA CIMA!

Produção e exportação de frango devem crescer

Na comparação com o ano passado, 3,34% a mais de carne vão sair das granjas. Produtor espera que exportação absorva o excedente

A produção de carne de frango em 2018 deve alcançar 13 milhões de toneladas, crescimento de 3,34% na comparação com 2017. A projeção é do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP). De acordo com o levantamento, o consumo interno vai aumentar cerca de 1,5%. Esse crescimento vai depender do poder de compra do consumidor neste ano.

“Num cenário de crescimento econômico um pouco melhor, a gente acaba tendo um pouco menos de excedentes exportáveis, já que o consumo doméstico vai ser mais alto. A gente tem ainda estes dois cenários para trabalhar. O primeiro é um pouco mais realista e pé no chão, em função do crescimento econômico que a gente teve em 2017. O outro é um pouco mais de vanguarda, que aposta na aceleração da economia no próximo ano”, diz Marcos Iguma, analista do Cepea.

Como a produção deve crescer mais do que o consumo interno, o analista acredita que o volume exportado pode aumentar pouco mais de 7% em 2018, absorvendo o excedente do produto.

“A gente tem uma expectativa muito grande sobre a China. Relatórios recentes oficiais do USDA acabaram de divulgar um aumento da demanda chinesa em quase 7%. Então, isto provavelmente vai acelerar os embarques para lá. A expectativa para o setor é grande”, afirma Iguma.

Erico Pozzer, presidente da Associação Paulista de Avicultura, acredita que o ideal para o setor é um crescimento modesto: “O setor avícola do Brasil tem que tomar cuidado e crescer exclusivamente aquilo que o mercado doméstico e o que está previsto para exportação absorvem . Então, acho que é uma questão de bom senso dos avicultores e empresários do Brasil inteiro”.

Pozzer, que também é produtor, afirma que não aumentou o alojamento de matrizes e que, por isso, o crescimento da produção vai ser limitado em 2018. Mesmo assim, é possível produzir mais frango. Isso vai depender das condições do mercado.

“A cada ano, a gente acaba ganhando um pintinho a mais por matriz. Em alguns casos, chega a dois. E também os produtores , as empresas, têm o livre arbítrio de segurar essas matrizes mais três ou quatro semanas, o que aumentaria consideravelmente o número de pintinhos por matriz”, afirma Pozzer.

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Fonte: Somar Meteorologia