Pecuária

Boi gordo: oferta restrita mantém preços em alta; SP registra R$ 310/arroba

Em pouco mais de 20 dias, cotação da arroba apresentou elevação superior a R$ 60, aponta a consultoria Safras & Mercado

O mercado físico de boi gordo registrou preços predominantemente mais altos nesta quinta-feira (18). Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, a oferta de animais terminados, prontos para o abate, permanece restrita, e segue como grande justificativa para o explosivo movimento de alta dos preços do boi gordo nas últimas semanas.

“Em pouco mais de 20 dias, a arroba do boi gordo apresentou alta superior a R$ 60. Os frigoríficos ainda operam com escalas de abate encurtadas, posicionadas entre dois e três dias úteis em média”, disse Iglesias.

Do ponto de vista da demanda, ainda é necessário observar com cautela algumas situações, disse o analista. “A primeira delas é que a China segue sem se posicionar em torno do recredenciamento da carne bovina brasileira. O segundo aspecto que precisa ser mencionado é a capacidade do mercado doméstico em absorver novos reajustes da carne bovina no varejo, uma vez que a situação macroeconômica segue apontando para a continuidade das estratégias de migração da demanda para produtos mais acessíveis. No setor carnes, o frango segue como opção mais viável”, apontou.

Com isso, em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 310 na modalidade à prazo, contra R$ 308 na quarta-feira (17). Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 300, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 308, ante R$ 304. Em Cuiabá (MT), a arroba ficou indicada em R$ 290, inalterada. Em Uberaba (MG), preços a R$ 310 por arroba, contra R$ 307.

Atacado

O mercado atacadista voltou a apresentar preços mais altos para a carne bovina. “O ambiente de negócios ainda sugere por alguma reação dos preços no curto prazo. Os frigoríficos seguem tentando repassar o encarecimento dos preços do boi gordo na carne no atacado. Importante destacar que o consumidor médio no Brasil ainda encontra dificuldade em absorver novos reajustes da carne no varejo, mantendo a opção por proteínas que causem menor impacto na renda média”, disse Iglesias.

Assim, o quarto traseiro foi precificado a R$ 22,75, alta de R$ 0,25. O quarto dianteiro atingiu o patamar de R$ 14,30, alta de R$ 0,05. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 14,15 por quilo.