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Índice que mede inflação sobe 0,83% em junho com alta das carnes

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 ficou acima da taxa de maio, que foi de 0,44%, mas abaixo da expectativa do mercado

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi a 0,83% em junho, 0,39 ponto percentual (p.p.)
acima da taxa de maio (0,44%). O mercado esperava alta de 0,86%. O IPCA-E, que se constitui no IPCA-15  acumulado trimestralmente, foi a 1,88%, enquanto, em igual período de 2020, a variação havia sido de -0,58%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,13% e, em 12 meses, de 8,13%, acima dos 7,27% registrados nos 12 meses  imediatamente anteriores. Em junho de 2020, a taxa foi de 0,02%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Houve variações positivas nos nove grupos de produtos e serviços pesquisados e o maior impacto (0,28 p.p.) no mês  de junho veio dos Transportes (1,35%), o único grupo a apresentar queda em maio (-0,23%). Na sequência, vieram Habitação (1,67%), que acelerou em relação ao mês anterior (0,79%), e Alimentação e bebidas (0,41%), cujo  resultado ficou próximo ao do IPCA-15 de maio (0,48%). O grupo Saúde e cuidados pessoais (0,53%) teve variação menor que a do mês anterior (1,23%) e contribuiu com 0,07 p.p no índice geral. Os demais grupos ficaram entre o 0,03% de Educação e o 1,38% de Artigos de residência.

No grupo Alimentação e bebidas (0,41%), a alimentação no domicílio passou de 0,50% em maio para 0,15% em  junho. Contribuíram para essa desaceleração os recuos nos preços das frutas (-6,44%), batata-inglesa (-9,41%), cebola (-10,32%) e arroz (-1,91%). Por outro lado, as carnes (1,14%) seguem em alta. Além disso, os preços do leite longa vida (2,57%) e de alguns derivados como o queijo (1,99%) também subiram.