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Milho: veja o que pode influenciar os preços do mercado na semana

Mercado "digere" dados divulgados pelo USDA e acompanha colheita do cereal no Brasil; confira as dicas da consultoria Safras & Mercado

O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre a produção de milho indica um corte maior sobre a produção do que o esperado. O número divulgado nesta semana é de 374,7 milhões de toneladas, queda de 10 milhões de toneladas em relação à projeção anterior.

O analista Paulo Molinari, da consultoria Safras & Mercado, comenta os principais aspectos da safra mundial de milho, os impactos da colheita americana (que começa em setembro) no mercado do cereal e quais são as atuais condições das lavouras no Brasil.

Confira:

  • Número divulgado pelo USDA agora é de 374,7 milhões de toneladas, com perda de 10 milhões de toneladas em relação à estimativa inicial;
  • A safra dos EUA começa a ser colhida em setembro e ainda há vários ajustes a serem feitos;
  • Quebra na safra de trigo EUA, Canadá e Rússia é um fator adicional para os preços do milho;
  • China continua sendo a incógnita global;
  • Colheitas podem ainda exercer alguma pressão nas cotações na CBOT durante o mês de setembro;
  • Argentina com preços em alta devido à forte concentração de compras pelo Brasil e restante do mundo;
  • Boas chuvas em todo o Meio-Oeste até o começo de setembro;
  • Colheitas vão avançando em todo o Brasil – Mato Grosso e Goiás praticamente caminhando para a reta final;
  • Demais estados tendo colheitas rápidas devido às baixas produtividades, ou seja, PR, MS, SP e MG;
  • Preços de balcão no PR e em SP cederam, mas as fixações não avançam na proporção normal de um período de colheita;
  • Enquanto isso, agosto segue para um embarque na exportação de 4,25 milhões de toneladas, totalizando 8,2 milhões de toneladas no ano, acumuladas;
  • Para 20 milhões de toneladas no ano, restam apenas 12 milhões em embarques até janeiro;
  • As importações estão ocorrendo com 216 mil toneladas programadas para agosto;
  • O mercado interno ainda terá colheitas nas próximas três semanas mas, as pressões de venda que poderiam ocorrer em agosto e setembro parecem já ser limitadas;
  • Boa parte das indústrias brasileiras estão posicionadas para agosto e parte de setembro com milho comprado, o que pode manter o mercado um pouco de lado no curto prazo.

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