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Especial do Tempo: entenda como se forma um tornado

Um desses sistemas pode ter atingido o extremo oeste de Santa Catarina nesta quarta-feira, deixando um rastro de destruição

Um possível tornado atingiu cidades do extremo oeste de Santa Catarina nesta quarta-feira, 10. Por onde passou, o sistema deixou um rastro de destruição: telhas quebradas, veículos e árvores tombados, rios transbordados e lavouras de milho segundo safra encharcadas. Extraoficialmente, já se fala em ventos acima de 150 km/h, segundo a editora de Tempo do Canal Rural, Pryscilla Paiva.

A comunidade meteorológica ainda está analisando o caso para bater o martelo se foi mesmo um tornado, pois existem condições específicas para que o fenômeno possa ser considerado assim.

De acordo com Pryscilla, a região onde o fato aconteceu é a segunda maior da América Latina para ocorrência de tornados, porque se trata de uma planície. “O sistema se propaga melhor”, comenta.

Tudo começa com a formação de uma cumulonimbus, uma nuvem de grandes dimensões verticais bastante comum em tempestades. Nela, há o encontro de massas de ar frio e quente. Como o ar quente sobe e o frio desce, forma-se o funil. “Porém, para ser considerado um tornado, precisa tocar o solo”.