Aliança da Soja

Manejo integrado de pragas reduz pela metade o uso de inseticidas no PR

Ferramenta ainda reduz 36% do uso de fungicidas e traz benefícios ambientais com a produção de soja limpa

O manejo integrado de pragas resulta em economia para o produtor e menor contaminação do meio ambiente. De acordo com levantamento realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, através do Projeto Grãos Sustentáveis, nas últimas oito safras no Paraná, em média, foi reduzido pela metade o uso de inseticidas.

“Esse trabalho que a gente faz em parceria da Embrapa, Senar e Sistema Faep, tem dois resultados muito fortes. Um é com a redução do custo, sem perder a sua capacidade produtiva. É um ganho para toda a sociedade por ter menor uso de agrotóxico de modo geral. Então, é um ganho ambiental e um ganho econômico muito expressivos por parte dos agricultores, comentou o coordenador do projeto, Edivan Possamai”.

Segundo Possamai, o manejo integrado de pragas auxilia ainda no uso de bioinsumos para a produção sustentável. “Há uma forte discussão da produção de soja limpa, produção de soja com menor uso de produtos químicos. Aliado ao manejo integrado de doenças a gente reduz 36% no uso de fungicidas. E para você ter uma agricultura de bioinsumos você precisa ter um ambiente mais limpo”.

Monitoramento

O manejo integrado de pragas consiste no acompanhamento dos insetos, sejam benéficos ou pragas. O monitoramento deve ser semanal com amostragem através do pano de batida. “Com base nessa amostragem de pragas, na sua evolução e, também, na presença de inimigos naturais a gente faz a recomendação utilizando, para isso, os níveis de ação, que são definidos pela pesquisa. Então, para cada inseto/praga terá um nível de ação, que é a quantia que a gente tem de inseto por metro de amostragem e, também, possível uma desfolha que a soja possa ter. Com base nessa informação a gente faz a recomendação, ou não, para o produtor usar o inseticida para o controle deste inseto”, finalizou.