Em audiência pública conjunta das Comissões de Agricultura e Finanças, o Ministro da Fazenda, Dário Durigã, foi questionado sobre a renegociação de dívidas rurais. A discussão ocorre um dia após o governo federal retirar o pedido de urgência do projeto que visa a renegociação, o que gerou preocupação entre os parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
Retirada de urgência e impacto no setor rural
A retirada do pedido de urgência pelo governo foi uma estratégia para destravar a pauta da Câmara, permitindo que outras propostas prioritárias sejam discutidas. Durante a audiência, Durigã destacou a importância de encontrar soluções para o setor primário da economia, que está diretamente ligado à inflação e à exportação.
Proposta de renegociação e custos
O projeto, já aprovado no Senado, cria uma linha especial de crédito rural para a renegociação das dívidas dos produtores. Segundo o Ministério da Fazenda, a proposta pode gerar um custo de até R$ 140 bilhões em 13 anos. No entanto, a FPA apresentou um levantamento que aponta um impacto menor, de R$ 65 bilhões no mesmo período.
Desafios e consenso necessário
Enquanto governo e oposição não chegam a um consenso sobre o endividamento agrícola, o ministro afirmou que o governo está disposto a dialogar com o Congresso para ajudar o agronegócio. Ele ressaltou a necessidade de manter recursos destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio de Seguro Rural (PSR), enfatizando que a falta de prioridade pode resultar em gastos maiores no futuro.
- Ministro Dário Durigã participou de audiência na Câmara
- Retirada de urgência do projeto gera preocupações
- Proposta de renegociação pode custar até R$ 140 bilhões
- FPA aponta impacto menor de R$ 65 bilhões
- Necessidade de diálogo entre governo e Congresso