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Rentabilidade do produtor de trigo é a maior dos últimos 20 anos, diz Cogo

Foram muitos anos operando com pouca margem ou no negativo, mas os dois últimos anos têm sido muito bons para a cultura, destaca analista

A alta nos preços do trigo tem estimulado o produtor a investir no plantio. Segundo a consultoria Cogo Inteligência em Agronegócio, a área plantada em 2020/21 deve chegar a 2,6 milhões de hectares, uma alta de 13% em relação à temporada passada.

Para o diretor da consultoria e analista de mercado, Carlos Cogo, o produtor agora aguarda para ver quando a saca de trigo vai bater os R$ 100. “Há um estímulo com essa alta nos preços. Há 20 anos os produtores não tinham uma rentabilidade tão boa quanto essa. Foram muitos anos operando com pouca margem ou no negativo. Os dois últimos anos têm sido muito bons para a cultura”, destaca Cogo.

No ano passado, os produtores conseguiram uma margem próxima a R$ 1.600 por hectare. Para 2021, os números podem chegar até R$ 1.900 por hectare, segundo projeções da consultoria.

Segundo o analista, a alta de outras commodities, como o milho, tem dado suporte aos preços do trigo no mercado internacional. “Os preços do milho a US$ 5,80/US$ 6 o bushel, vem mantendo os preços do trigo a US$ 6/US$ 6,20 o bushel, isso para contratos mais distantes, até o fim de 2022. É por esse motivo que há estímulo para aumento na produção”, ressalta Cogo, que projeta uma alta de 26% na produção nacional, com 7,9 milhões de toneladas.

“É uma nova era para o trigo, com câmbio favorável e cotações mais altas. Com o trigo argentino chegando ao Brasil por R$ 100 e dos Estados Unidos chegando na faixa de R$ 106, o produtor já pode sonhar com a saca a R$ 100”, completa Carlos Cogo.