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Dólar a R$ 5,27 gera riscos para a próxima safra; entenda!

Para o economista-chefe do Sicredi, Pedro Ramos, há risco de o produtor rural comprar insumos com a moeda norte-americana neste patamar e vender o produto com dólar mais baixo

O dólar atingiu na manhã desta quinta-feira, 2, o valor máximo de R$ 5,27, maior patamar da história durante um pregão. Esse cenário de alta na moeda norte-americana segue favorecendo a agropecuária, que registrou exportações recordes em março, como a soja.

“O dólar ajuda o preço da mercadoria no Brasil, vemos a exportação de soja nos melhores meses da história. Isso aumenta a participação do produto brasileiro no mercado internacional, aumenta nosso market share”, diz economista-chefe do Sicredi, Pedro Ramos.

Ele explica que o quadro geral é de ganho no agro pela valorização das commodities. “Isso favorece quem está colhendo a safra de verão”, comenta. No entanto, ele ressalta que há grande risco para a safra seguinte, já que ela pode ser plantada com alto custo, com insumos dolarizados, e a colheita acontecer com níveis de dólar mais baixos.