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Fim do 'marco temporal' não vai melhorar a vida dos índios, diz Glauber Silveira

Dados da Fundação Nacional do Índio apontam que o Brasil tem mais de 119 milhões de hectares reconhecidos como terras indígenas

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira, 1º, a votação se demarcações de terras indígenas devem seguir o chamado ‘marco temporal’.

Para o comentarista do Canal Rural Glauber Silveira, a queda do conceito seria desastroso para o agronegócio brasileiro.
Dados da Fundação Nacional do Índio (Funai) apontam que o Brasil tem mais de 119 milhões de hectares reconhecidos como terras indígenas, o que corresponde a 14,1% da superfície do território nacional, enquanto a agricultura ocupa apenas 7%. “São 60 milhões de hectares que produzem soja, milho, trigo, arroz, feijão. É o espaço que o Brasil usa para alimentar mais de 1 bilhão de pessoas fora do país”, diz.

Segundo Silveira, questão dos povos indígenas não será resolvida com mais terra. “O país tem aproximadamente 800 mil índios, mas apenas 500 mil vivem nas reservas. São 200 hectares por índio. Com o fim do marco temporal, o espaço pode aumentar para 500 hectares por índio. Em nenhum lugar do mundo existe algo parecido. E isso não vai resolver a vida do índio, não vai diminuir a pobreza”, afirma.